quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Chove

Chove. Não sei o porquê de eu estar aqui. Não sei o motivo. Chove. O céu está escuro, parece que é noite. E chove. A chuva se repete. Pessoas se repetem. Repetem falas. Repetem sentimentos. Repetem relações. Repetem, apenas, pelo prazer de repetir. Prazer de fixar. Prazer. O prazer também se repete.  A dor se repete em diferentes intensidades. Sim, intenso é a palavra. Intenções. Boas intenções. Más intenções. Más pessoas. O que é ser mau? Sou mau? Estou mal? Estou confuso. Confuso é mal? Confusão. Estou me banhando em confusão. Estou me banhando de água. Da chuva. Chuva essa que não cessa. Chuva intensa. Torrencial. Torrente de sentimentos. Ilusões. Clarão. Barulho intenso. Batida intensa. Trovão. Coração. Clarão.  Assusta os desavisados. Cada vez mais perto. Badaladas de um sino. Qual a razão de tal barulho? Pergunto-me. Qual a razão de tal confusão? Pondero. Porque pensar tanto? Espero. Barulho irritante. Relógio. Despertar. Acordo, olho pela janela, divaguei. Ainda chove...

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